Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 27/05/2009

10 perguntas e respostas que justificam o Acesso Livre

AcessoLivre

4ª parte

4) Redução de custos

Uma das vantagens do modelo de Acesso Livre à informação científica é a redução dos custos com a manutenção das assinaturas de revistas e periódicos, isso sem mencionar o pagamento duplo para se ter acesso à produção nacional.

Mas como essas coisas acontecem?

A assinatura de uma revista científica como a Applied Polymer Science custa em média US$ 17.000,00, um valor é bastante “salgado” para universidades de países como o nosso, com recursos escassos para investimentos em pesquisa acadêmica.

Como forma de amenizar essa situação no Brasil, contamos com o Portal de Periódicos da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que oferece acesso boa parte da produção científica mundial às unidades de ensino superior e pesquisa do país, mas ainda há muitos documentos que não estão disponíveis neste portal.

Além disso, ainda existe a duplicidade de pagamento. O governo arca com os custos de manutenção de um estudante/pesquisador em unidades de ensino e pesquisa, no entanto, quando estas são concluídas, o autor abre mão de seus direitos autorais para ter seu trabalho divulgado em uma revista, gerando novos conhecimentos a partir do que foi produzido. Isso tudo seria ótimo, se o governo não tivesse que pagar novamente para ter acesso à informação publicada em tais revistas.

O que ocorre na verdade é que o Estado além de manter, em sua maioria, as universidades e centros de pesquisa do país ainda tem que pagar pelo acesso às informações produzidas por estes.

Com base no exposto, o Acesso Livre, mais uma vez, se justifica por reduzir os custos de divulgação do conhecimento científico, por permitir igual acesso aos países, independente de seu desenvolvimento econômico, além de não duplicar gastos governamentais que poderão ser destinados, entre outras coisas, a novas pesquisas.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 26/05/2009

UFSC debate divulgação de periódicos*

O Portal de Periódicos da UFSC (www.periodicos.ufsc.br) foi lançado em 5 de maio de 2008. No balanço anual, muito a comemorar: num universo de 54 revistas científicas da universidade, 37 estão presentes. Na fase de migração completa são 19 revistas, 12 na de migração de dados e seis na preparação do processo de migração.

Nesta terça, dia 26 de maio, a Biblioteca Universitária e o Departamento de Ciência da Informação promovem o evento “Periódicos UFSC”, no auditório Elke Hering da Biblioteca Central. As inscrições estão encerradas.

Portal de Periódicos- Saiba mais

Para chegar ao formato atual, o Departamento de Ciência da Informação (CIN)/ CED, promoveu reuniões e cursos preparatórios para editores de revistas científicas e bolsistas, capacitando-os para colocar as revistas online usando o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). O sistema possibilita ao usuário recuperar a informação e fazer buscas por ano, área de conhecimento, instituição e região, além de propiciar visibilidade internacional às publicações.

O Portal recebeu em março de 2009 mais de 150 mil visitantes únicos e em abril já foi acessado por mais de 90 países.

Por Alita Dinaa/jornalista da Agecom

*Programação retirada do texto, para conferir, clique no link.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 09/05/2009

Acesso Livre e seus desdobramentos na Espanha

Notícia recente, publicada pelo jornal El Mundo, explica porque cada vez mais os pesquisadores optam por publicar os resultados de suas pesquisas em acesso livre. A matéria cujo título original é “La edición científica tradicional frena la difusión del saber” e que pode ser traduzido para “A edição científica tradicional freia a difusão do saber”, traz como temática principal os desdobramentos do movimento de acesso livre na Espanha.

A matéria faz uma comparação entre o velho modelo de difusão da ciência e o novo baseado em Open Access, apresentando os pontos positivos deste em relação àquele e os entraves à sua implantação no país. Entre os benefícios citados está o incremento dos ganhos gerados pela pesquisa científica pois, com o aumento da acessibilidade há um acréscimo no retorno econômico e nos ganhos de todos os países da OCDC (Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico), como afirma um relatório apresentado pelo Centro de Estudos de Estratégia Econômica (CSES). Para os autores desse estudo, o aumento da acessibilidade melhora a eficácia das pesquisas e atrai mais investimentos púbicos e privados.

Atualmente, a Espanha passa por um momento de transição entre os dois modelos. É fato que o libre acesso, como é conhecido na Espanha, pode demorar muito tempo para se efetivar, mesmo porque o sistema tradicional de publicações se desenvolveu por séculos e ainda conserva sua robustez e prestígio.

Obstáculos à parte, a Espanha deu um importante passo em direção a institucionalização do Acesso Livre com o lançamento do anteprojeto da nova Lei de Ciência e Tecnologia que foi apresentado ao Ministério de Ciência e Inovação, mas que ainda não foi apresentado ao Parlamento. Este projeto de lei determina que os pesquisadores cuja atividade seja financiada por fundos públicos terão no máximo seis meses, após a data oficial de publicação em periódicos científicos tradicionais, para disponibilizar uma cópia da versão final em Acesso Livre.

Para mais detalhes, leia na íntegra a reportagem.

Ranking dos 20 países que mais publicaram artigos científicos em 2008. Fonte UOL Educação

Ranking dos 20 países que mais publicaram artigos científicos em 2008. Fonte UOL Educação

Brasil passa Holanda e Rússia e vira o 13º em produção de artigos científicos no mundo
Por Vladimir Platonow, reporter da Agência Brasil


O Brasil subiu duas posições no ranking de número de artigos científicos publicados em 2008 e ocupa a 13ª posição. Em 2007, o país estava no 15º lugar, atrás da Holanda e da Rússia, países que foram ultrapassados este ano.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e constam da estatística realizada pela empresa Thomson Reuters, que contabiliza anualmente os números de trabalhos científicos publicados por 200 países.

O Brasil passou da 22ª posição no ranking, atingida em 2000, para o a 15ª em 2007, até conseguir a atual colocação. No ano retrasado, foram publicados 19.436 artigos brasileiros, que chegaram a 30.415.

Haddad disse que a melhora foi alcançada graças ao trabalho conjunto entre os ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação. Ele citou outros fatores que resultaram na melhora da produção científica nacional, como a substituição de professores temporários por mestres efetivos, a instalação de laboratórios e equipamentos nas universidades e a expansão das bolsas de mestrado e doutorado.

“Nós estamos vivendo um momento no país em que foi possível, de um ano para outro, aumentar em 50% a produção científica brasileira, em periódicos indexados por agência internacional. Dos países de ponta, é o que proporcionalmente ampliou mais a produção científica”, disse o ministro.

Segundo ele, a expectativa é aprovar R$ 150 milhões em recursos para financiar este ano projetos de incentivo à produção científica-tecnológica, aplicada à produção. Haddad participou, no Rio de Janeiro, da Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências, que este ano homenageou os cientistas Charles Darwin e Galileu Galilei.

O ranking da Thomson Reuters dos 20 primeiros países em número de artigos científicos em 2008 é o seguinte: Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Inglaterra, França, Canadá, Itália, Espanha, Índia, Austrália, Coréia do Sul, Brasil, Holanda, Rússia, Taiwan, Suíça, Turquia, Polônia e Suécia.

Fontes:

Agência Brasil

Uol Educação

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 24/04/2009

Cooperação bilateral Brasil-Portugal: uma preparação para o Alemplus?

Participei, nesta semana, no Ministério da Cîência e Tecnologia (MCT) de uma videoconferência com interlocutores de Portugal, na qua se discutiu diversas ações de cooperação técnica entre Brasil e Portugal. Um dos ítens discutidos refere-se a integração de iniciativas brasileiras e portuguesas na questão repositórios institucionais de acesso livre.

Nesse item foram discutidos, além da integração de repositórios institucionais de acesso livre, brasileiros e portugueses, a criação de uma biblioteca digital luso-portuguesa de teses e dissertações e a criação de diretórios de periódicos científicos portugueses e brasileiros, assim como a criação de um diretório de repositórios de acesso livre brasileiros e portugueses.

A concretização dessas ações de integração poderá fortalecer a idéia de integração dos dois países com os restantes dos países de língua portuguesa.

Certamente, esta experiência poderá ser levada para o âmbito de todos os países de língua portuguesa, o que ensejará a implantação do Alemplus – Acesso Livre EM Países Lusófonos. Vamos trabalhar para isto.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 23/04/2009

Biblioteca Digital Mundial – BDM

biblioteca-digital-mundial

A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) lançou no dia 21 deste mês a Biblioteca Digital Mundial em parceria com outras 32 instituições, entre elas a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, responsável por seu desenvolvimento e a Biblioteca de Alexandria que contribuiu com a assistência técnica.

A nova Biblioteca Digital mundial conta com um acervo composto por mais de mil documentos, desde mapas, gravuras, arquivos de áudio, manuscritos, fotografias e filmes originários de vários países do mundo. Esse acervo está disponível em Acesso Livre e gratuito pela internet, inicialmente em 7 idiomas: Árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, português e russo. Há conteúdos em outros idiomas e planos para a participação de mais países. Esse é o terceiro maior acervo do gênero, ficando atrás apenas do Google Book Search e da Biblioteca Virtual Eropeana, recentemente lançada.

O projeto da BDM foi sugerido pelo bibliotecário James H. Billington em 2005 sob a justificativa de “reunir pessoas através da celebração da singularidade e profundidade de culturas diferentes em um único esforço global”. A Unesco acatou a sugestão e fez a BDM com objetivos de promover um entendimento internacional, ampliar o volume e a variedade do conteúdo cultural na internet e fornecer recursos aos usuários, de forma a minimizar as diferenças digitais entre países por meio da capacitação.

Referências:

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=2&id_noticia=282379

http://www.brasilia.unesco.org/noticias/releases/unesco-e-parceiros-lancam-biblioteca-digital-mundial

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u553154.shtml

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375717

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 22/04/2009

10 perguntas e respostas que justificam o Acesso Livre

3ª parte

3) Publicações disponíveis em Acesso Livre são de baixa qualidade, pois não passam pela revisão dos pares.

Essa afirmação é uma falácia. O Acesso Livre usa duas estratégias para sua implantação: A Via Verde e a Via Dourada, ambas com critérios de avaliação e qualidades especificados.

A Via Verde pode ser representada pelos repositórios institucionais (assunto que é tratado no projeto de Lei 1120/2007), onde são depositadas teses, dissertações e monografias, frutos de pesquisas acadêmicas, de acordo com a política institucional. Mas como dizer que teses e dissertações são avaliadas por pares, com critérios de qualidade? Simples, esse tipo de material é avaliado por uma banca examinadora composta por mestres e doutores, com notório conhecimento na área pesquisada, fato que assegura a qualidade do documento depositado tais repositórios.

Por outro lado a Via Dourada é representada pelos periódicos em Acesso Livre. É prática comum os artigos serem publicados primeiro nos periódicos tradicionais (onde passam pelo crivo dos pares) e depois serem disponibilizados em Acesso Livre. Em média esse processo demora uns seis meses, variando de acordo com a vontade dos editores, no entanto, muitos deles já permitem a divulgação simultânea. Outra situação comum é a exigência de avaliação parealista como critério para publicação de periódicos eletrônicos, a exemplo do que ocorre com as revistas que utilizam o SEER (Serviço de Editoração Eletrônica de Revistas).

Sendo assim, não podemos dizer que um documento tenha baixa qualidade apenas por estar disponibilizado em Acesso Livre, já que tanto a via verde quanto a dourada possuem critérios bem definidos de avaliação da qualidade.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 16/04/2009

10 perguntas e respostas que justificam o Acesso Livre

2ª Parte

2) O Acesso Livro se justifica pelo fato de as editoras de revistas recebem gratuitamente dos autores os direitos de copyright de seus trabalhos e pesquisas para depois comercializam essas publicações auferindo lucros exorbitantes.

Gustavo Henn defende no Blog ExtraLibris que “…as principais revistas nacionais de CI são ligadas e dependentes de universidades públicas – tirando a DGZ. Mas em áreas de ponta, há empresas editoras que gastam fortunas para publicar autores e pesquisas interessantes – de verdade – e fazê-las circular mundo afora e país adentro. Com impacto sem igual.”

Com base nessas argumentações, expomos duas considerações:

1° As publicações científicas dependentes de universidades e instituições públicas, deverão, pelo que está previsto no projeto de lei 1120/2007, ser disponibilizadas em Acesso Livre, uma vez que foram produzidas com financiamento público.

2° O fato de grandes editoras gastarem muito dinheiro para publicar pesquisas de qualidade e fazê-las circular pelo mundo, passa a ser desnecessário. Já que os artigos em Acesso Livre têm maior visibilidade e incremento no número de citações, conforme notícia, já publicada neste blog.

Dessa forma, não se justifica gastar “fortunas” para divulgar um bom artigo, que será mais conhecido e citado se estiver em Acesso Livre. Temos, ainda, que mencionar os benefícios para o usuário, que não tem o ônus de manter assinaturas (as revistas tradicionaos são pagas e caras) já que o no Acesso Livre não há custos de assinatura nem de manutenção para o usuário.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 15/04/2009

Semana do Acesso Livre

open-access-week1 Em 14 de outubro do ano passado, aconteceu o primeiro Dia do Acesso Livre, que contou com a participação de 120 universidades e de 27 países. Devido ao sucesso do ano passado, a data este ano será estendida, não vamos comemorar apenas o Dia do Acesso Livre, mas a Semana do Acesso Livre – Open Access Week.

O evento acontecerá entre os dias 19 e 23 de outubro, esse novo evento será uma oportunidade para divulgação de pesquisas, troca de idéias e experiências sobre o assunto, além de ser um espaço propício para discussão de políticas públicas e os novos rumos do movimento de Open Access.

O Brasil também vai participar, o Instituto Brasileiro de informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) já está planejando ações para a comemoração da primeira Open Access Week.

Continuem acompanhando a construção desse evento nesse Blog e nos sítios abaixo:

http://www.arl.org/sparc/media/09-0305.shtml

http://www.openaccessweek.org/

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 07/04/2009

10 Perguntas e Respostas que justificam o Acesso Livre

Pesquisando na internet em alguns blogs, pude perceber que algumas pessoas criticam o acesso livre mais por desconhecimento e medo da mudança que propriamente por razões fundamentadas.

Vou apresentar aqui algumas dessas críticas mostrando respostas de porque o acesso livre é um movimento que beneficia o Brasil e o pesquisador brasileiro.

Debater é importante para o crescimento, opiniões contrárias, geram a discussão que leva ao aperfeiçoamento e a melhoria.

1) O acesso livre prejudica o inventor/pesquisador que descobre algo que pode ser patenteado e gerar lucro.

Para começar precisamos ter claro em nossas mentes o que é uma patente. Esta é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou novo produto, concedida pelo Estado ao inventor/autor por um determinado período de tempo para proteger esse invento contra cópias não autorizadas.

http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/patente/pasta_oquee

Considerando a definição de patentes e sua função, o Projeto de Lei – PL 1120/2007 esclarece em seu artigo 1° §§ 4 e 5, que os objetos passíveis de serem patenteados estão desobrigados de depositar o teor integral de suas pesquisa, mas ressalva que os meta dados devem ser depositados com o compromisso de disponibilizar o conteúdo total da pesquisa após o fim do prazo de vigência da patente.

Sendo assim, entendemos que o Acesso Livre não prejudica o inventor, nem infringe a lei de patentes, pois respeita o prazo de viGência das partes para depois divulgar a pesquisa.

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