Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 05/02/2010

Promoção “Eu apoio o Acesso Livre”

O blog Acesso Livre Brasil vai sortear e entregar no seu endereço um kit temático sobre o Acesso Livre. É a Promoção “Eu apoio o Acesso Livre”!

Serão 5 (cinco) ganhadores e há duas formas de participar:

Na primeira basta escrever um comentário com a frase: “Eu apoio o Acesso Livre”, mas não se esqueça de colocar seu e-mail[1]. Só serão aceitos os comentários com e-mail e a frase.

A outra forma é pelo Twitter, para tal, você deverá ser um seguidor do blog no twitter e fazer um retweet do tema da promoção.

Cada kit sorteado é composto de:

  • 1 (um) Livro Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica brasileira – Repositórios Institucionais de Acesso Aberto do autor Fernando César Lima Leite;
  • 1 (uma) Revista LIINC Edição Especial – Acesso Livre: um novo paradigma para uma comunicação científica;
  • Marcadores de páginas e folders do movimento Acesso Livre.

A Promoção começa hoje (05/02/10) e termina semana que vem na sexta-feira (12/02/10). O sorteio será na data de encerramento da promoção e a divulgação do resultado será na segunda-feira (15/02/10) neste blog.

Participe!


[1] O e-mail é visível apenas para os administradores do blog.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 05/02/2010

Edital para distribuição dos servidores

O IBICT  juntamente com a FUNCAT e a FINEP relançaram o Edital de chamada FINEP/PCAL/XBDB Nº 003/2009, com o objetivo de promover a distribuição de kits tecnológicos para que as instituições públicas de pesquisa e ensino do país possam montar seus Repositórios Institucionais.

O kit tecnológico contém 1 (um) servidor, pré-formatado e configurado com o sistema operacional baseado na plataforma UNIX/LINUX, o softwares básicos Apache, MySQL, PHP, Dspace e SEER.

O Edital foi relançado em 10 de dezembro do ano passado e aceitará submissão de propostas até 30 de abril deste ano (2010). Ainda há prazo, se você é pesquisador, estudante ou dirigente ligado a alguma instituição pública de pesquisa ou ensino no Brasil, articule com seus parceiros e faça a submissão da proposta, pois esse edital é um longo passo em direção a consolidação do movimento de Acesso Livre em nosso país. Não fique fora dessa!

Para maiores informações:

Matéria publicada no Jornal da Ciencia em 21 de janeiro de 2010.

Relatório afirma necessidade de aumentar o uso de artigos para inovação

Um relatório publicado no dia 13 de janeiro recomenda ao governo norte-americano a obrigação de ornar públicos artigos resultantes de pesquisas financiadas por verbas federais. O documento é assinado por representantes de universidades, grupos de pesquisadores, bibliotecários e departamentos de ciência da informação.

Segundo o relatório, é preciso “balancear a necessidade de aumentar o acesso a artigos acadêmicos com a de preservar as funções essenciais das empresas de publicação acadêmica”.

Para tanto, sugerem uma “quarentena” de pagamento para os artigos. Ou seja, o acesso a eles seria cobrado durante um determinado período e, após esse intervalo, sua leitura seria liberada a todos. O tempo de cobrança seria determinado de acordo com a área da publicação.

“Os produtos da pesquisa precisam ser publicados e mantidos em meios que maximizem as possibilidades para o reuso criativo e a interoperabilidade entre sites que os hospedam”, argumentam os signatários.

A recomendação atinge um mercado que movimenta cerca de US$ 8 bilhões ao ano em assinaturas de periódicos científicos no mundo. Desse montante, US$ 3 bilhões são referentes aos EUA. De acordo com o relatório, 96% dos artigos produzidos atualmente no mundo estão disponíveis na internet e nove em cada dez publicações cobram pelo acesso a suas páginas.

O relatório pode ser lido em

http://democrats.science.house.gov/Media/file/Reports/Additional%20Reports/Scholarly_Publishing_Roundtable_Report_and_Recommendations_1.13.10.pdf .

No momento, ele está sendo debatido na Câmara dos Deputados norte-americana.

(Da redação)

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 26/01/2010

Compromisso do Minho x Ações brasileiras

Na 1ª Conferência sobre o Acesso Livre (AL) ao conhecimento foi assinada, pelos representantes dos países participantes, o “Compromisso do Minho”. Esse documento trata do acesso livre à informação científica em países lusófonos.

O Compromisso foi divido em duas partes. A primeira relativa às considerações e reconhecimentos que os participantes formaram em relação ao AL e à comunidade lusófona durante a realização do evento e o compromisso que os signatários assumiram de propor aos dirigentes dos organismos e instituições acadêmicas e científicas de seus países de origem esforços e iniciativas integradas em favor do AL. Já a segunda parte trata especificamente, das diretrizes para a implementação do Acesso Livre nos países lusófonos.

As diretrizes foram divididas em três grandes grupos: 1- Sensibilização política; 2- Cooperação/Pesquisa e desenvolvimento e 3- Disseminação de informação sobre o Acesso Livre na comunidade lusófona. Com base nesses objetivos e diretrizes vamos fazer um levantamento do que já foi realizado no Brasil. O quadro abaixo mostra de um lado quais são as metas e objetivos definidos no Compromisso do Minho, de outro algumas ações implantadas e os órgãos ou instituições responsáveis:

Como visto no quadro o Brasil está cumprindo o “Compromisso do Minho”. Muitas ações já foram implementadas e outras ainda estão em andamento, mas apesar do expressivo número de atividades voltadas para disseminação do AL, ainda há poucas instituições ativamente participantes. É preciso maior conscientização da sociedade civil como um todo para elevar a participação institucional em apoio ao AL, principalmente no tange os países lusófonos.

Para ampliar o quadro com as ações nacionais basta clicar sobre ele.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 21/01/2010

Governo Obama cria fórum de discussão sobre Acesso Livre

O governo dos Estados Unidos, através do Gabinete de Políticas de Ciência da Informação e Tecnologia da Casa Branca (Office of Science and Technology Policy – OSTP) abriu espaço para discussão sobre a temática do Acesso Livre (AL) nos órgãos e instituições de pesquisa daquele país. O OSTP é um órgão de apoio ao presidente da república para a tomada de decisões relativas a políticas, planos e programas do governo na área de ciência e tecnologia. O fórum proposto no por ele s em seu site, levanta questões simples, mas fundamentais no processo de implantação do acesso livre[1].

Segundo o site, esse Fórum foi dividido em três partes:

1)      De 10 a 20 de dezembro de 2009 com tema implementação;

2)      De 21 a 31 de dezembro de 2009 com o tema características e Tecnologia e

3)      De 1 a 7 de janeiro de 2010 com o tema gestão.

De acordo com a temática de cada período, os assuntos foram discutidos com os interessados, ressaltando que o fórum permite a participação moderada da população (não sendo permitidos debates sobre assuntos não relacionados aos tópicos propostos). Assim, por exemplo, sobre implementação discutiu-se quais agências federais deveriam implantar o AL, de que forma o acesso seria permitido, e quais seriam os prazos máximo e mínimo entre a publicação dos resultados e a divulgação pública. Na etapa que discutiu sobre as características e tecnologia as questões debatidas eram relativas ao formato dos dados, sobre os padrões de comunicação dos dados e se há alguma norma sobre o arquivamento e interoperabilidade que facilite a inclusão dos dados e o acesso, maximizando a utilidade pública. Por fim, na fase sobre gestão, foram abordadas questões relativas aos mecanismos que pudessem garantir o cumprimento dos mandatos, sobre quais seriam os indicadores de sucesso e os melhores exemplos de uso (nacional e internacionalmente).

Assim como o governo do presidente Barack Obama fez, outros governos (inclusive o brasileiro) deveriam fazer: incentivar a abertura e a ampliação desse debate. A preocupação que este país tem dedicado ao AL reflete em sua posição em ranking de número de repositórios, sempre ocupando o primeiro lugar, com larga diferença frente o segundo colocado. O acesso livre tende a ser cada dia mais um fator de sucesso e desenvolvimento científico, estatal e social, por isso a necessidade de criação de políticas voltadas para a consolidação deste movimento.

E aqui no Brasil, quais ações em favor do Acesso Livre você conhece? Deixe sua resposta nos comentários.


[1] Public Access, na tradução literal seria acesso público, mas estamos a usando a definição conceitual de acesso livre, no sentido de permitir ampla divulgação pública.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 20/01/2010

Repositório Saber de Moçambique

O Repositório Saber foi criado em Moçambique e lançado em 05 de novembro do ano passado. Apesar do tempo decorrido do lançamento desse repositório é importante falar sobre ele. O repositório moçambicano é um marco para o movimento do Acesso Livre, uma vez que é o primeiro repositório deste país e o primeiro em língua portuguesa na África.

O Saber é um repositório nacional que acolhe documentos produzidos por qualquer instituição de ensino superior ou de pesquisa do país. Ele foi desenvolvido com o software DSpace e fornece busca por assunto, autor, data e título, além de permitir consulta por comunidades e coleções. O objetivo de criação desse repositório é o de disponibilizar em um ponto único os documentos de caráter científicos e acadêmicos produzidos por Moçambique ou sobre o país.

O processo de submissão de documentos no Saber exige uma avaliação prévia realizada por uma equipe técnica que se pode não publicar textos recebidos, mediante justificativa apresentada à instituição que solicitou o depósito. Além disso, o depositante tem que assinar autorização para divulgação do conteúdo submetido e ainda há a exigência da revisão por pares (mas o repositório não deixa claro qual é o tipo de revisão). Entre os documentos aceitos estão:

Manuscritos;

Artigos de periódicos (préprints e postprints);

Comunicações de conferências;

Fotos;

Monografias;

Teses;

Partes de livros;

Relatórios técnicos;

Dissertações de mestrado;

Vídeos…

O repositório moçambicano possui um teor extenso e com diversidade de temas. Visitem o Saber http://www.saber.ac.mz/objectivos/objectivos.html e depois nos conte sua opinião!!

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 19/01/2010

Estatísticas do ROAR

O site ROAR (Registry of Open Access Repositories) fornece informações sobre o crescimento e o estado dos repositórios ao redor do mundo. As consultas neste site podem ser feitas por países, tipos de repositórios, softwares e por assuntos e conteúdos. Na consulta por repositório, por exemplo, o usuário tem acesso aos dados que descrevem aquele repositório, como localização, descrição, tipo, instituição mantenedora, entre outros. Já a consulta por países é dividida de forma hierárquica, por continentes (apresenta o total de repositórios registrados) e países (total individual de repositórios por cada país).

Neste site, assim como no ROARMAP e no DSpace, as informações são inseridas livremente, porém os registros do ROAR permitem uma análise mais técnica, menos voltada para os fatores geoeconômicos, se atendo mais a questões como o tipo de repositório que é registrado, o software utilizado, além do tradicional ranking dos países.

Abaixo seguem os gráficos com as estatísticas analisadas:

Para ver os gráficos em tamanho maior, basta clicar em cima da figura.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 14/01/2010

Dicas para construir um Repositório Institucional (RI)

As dicas apresentadas abaixo são sugestões úteis no momento de construir um repositório institucional (elas não têm uma ordem fixa, em geral elas se permeiam):

  • Definir a política: A definição da política é de extrema importância para a construção de um RI. Ela será a base de todas as ações de funcionamento do RI e deve estar em consonância com a missão institucional. É a política que define que documentos serão aceitos, qual será a forma de inclusão de dados. Também é na política informacional que se define a função, os objetivos de um repositório.
  • Escolher o programa: O programa que dará suporte ao RI deve ser cuidadosamente selecionado. É importante que seja um sistema amigável para o usuário final, que permita a interoperabilidade de dados, que aceite a inserção de formatos/tipologias variadas de documentos, custo de manutenção baixo-médio, que possa ser customizado, entre outros. Os programas mais utilizados são DSpace e o EPrints;
  • Definir as pessoas envolvidas na realização das ações. Por exemplo: o gerente do projeto de construção do RI, os técnicos de informática e informação, o responsáveis pelas tomadas de decisões. Cada pessoa envolvida no projeto deve saber exatamente qual seu papel, suas ações, responsabilidades e objetivos/ metas a serem atingidos;
  • Planejar as etapas antecipadamente: o tempo para concretização do processo, o tipo de comunicação a ser utilizada, os recursos e insumos que serão aplicados, prever os erros…
  • Realizar testes: A realização de testes antes da divulgação do RI ao público serve para comprovar se tudo que foi pensando e idealizado está em funcionamento no repositório. Essa etapa ajuda a detectar erros e permite uma visão mais próxima a do usuário.
Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 09/01/2010

Balanço de repositórios registrados nos sites ROARMAP e DSPACE

Muitos países têm registrados os dados referentes aos seus repositórios, afim não apenas de garantir mais visibilidade, mas também de mostrar seu apoio ao movimento mundial de Acesso Livre e empenho em desenvolver políticas nesse sentido.  As listas produzidas a partir dessas informações não são oficiais, mas são dados bastante confiáveis, permitindo uma boa idéia sobre a atual situação dos países e seus repositórios.

Assim, tomando como base as informações disponibilizadas nos sites DSpace e EPrints, foi possível realizar um “balanço” do número de repositórios registrados por cada país e além disso também foi feito um balanço da distribuição dos repositórios por continentes e conforme o nível de desenvolvimento econômico.

Número de repositórios por países

Número de repositórios por países (divisão econômica)¹

A análise desses dados permite, a concluir que ainda há uma maior concentração de repositório nos países desenvolvildos, quase 4 vezes o número de repositórios presentes nos países não ricos. Mas, nota-se também que há um equilíbrio entre os números das nações de médio-alto-rendiemtno e médio-baixo-rendimento, com a vantangem desse segundo, pois só a Índia possuí 41 respositórios, quase metade dos total desse grupo. Assim, esses dados indicam a força que o movimento de Acesso Livre vem tomando em todo o mundo, desde as nações ricas até as pobres tem se mobilizado neste sentido. Devemos ainda, observar que este estudo se refere apenas aos repositórios cadastrados no 2 sites acima referidos, havendo ainda outras fontes além do recorte utilizado nesta contagem, mostrando que as iniciativas em Open Access e repositórios digitais são ainda maiores.

¹Divisão econômica com base  na Classificação da economia dos países pelo Banco Mundial.
Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 05/01/2010

10 Perguntas e respostas que justificam o Acesso Livre

5 ª Parte: Os Repositórios Institucionais e seus benefícios – Formas de promoção do Acesso Livre.

A iniciativa do Acesso Livre (AL) nasceu com a intenção de modificar o processo de comunicação científica, tornando-a menos dispendiosa, mais ágil, mais segura e disponível livremente através da internet, reduzindo a exclusão cognitiva e a desigualdade entre os países.

Dessa forma, os Repositórios Institucionais (RIs) tem se mostrado eficientes como forma de Política Pública para o alcance desses objetivos; eles funcionam como uma espécie de arquivo de informações, que facilita a gestão dos conteúdos que podem ser disponibilizado em rede, além de serem utilizados para guarda, preservação digital, armazenamento e divulgação da produção intelectual de instituições.

“Os repositórios institucionais inserem-se no movimento vulgarmente conhecido por Open Access Initiative, que visa promover o acesso livre e irrestrito à literatura científica e acadêmica, favorecendo o aumento do impacto do trabalho desenvolvido pelos Investigadores e instituições, e contribuindo para a reforma do sistema de comunicação científica”. (RODRIGUES, et al., 2004, p. 1)¹

Como afirma Eloy Rodrigues e outros pesquisadores², os RIs são de extrema importância por conta da visibilidade que permitem à produção intelectual de determinada instituição. Documentos depositados em RIs de Acesso Livre são mais vistos, mais utilizados e conseqüentemente mais citados. Estudos³ comprovam esses resultados, confira nos links abaixo:

¹RODRIGUES, Eloy, et al. RepositóriUM: criação e desenvolvimento do Repositório Institucional da Universidade do Minho.
² Por exemplo: Alma Swan, Arthur Sale, Fernando Cesar Leite, Sely Costa
³LAWRENCE, Steve – Online or invisible.

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