Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 23/04/2009

Biblioteca Digital Mundial – BDM

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A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) lançou no dia 21 deste mês a Biblioteca Digital Mundial em parceria com outras 32 instituições, entre elas a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, responsável por seu desenvolvimento e a Biblioteca de Alexandria que contribuiu com a assistência técnica.

A nova Biblioteca Digital mundial conta com um acervo composto por mais de mil documentos, desde mapas, gravuras, arquivos de áudio, manuscritos, fotografias e filmes originários de vários países do mundo. Esse acervo está disponível em Acesso Livre e gratuito pela internet, inicialmente em 7 idiomas: Árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, português e russo. Há conteúdos em outros idiomas e planos para a participação de mais países. Esse é o terceiro maior acervo do gênero, ficando atrás apenas do Google Book Search e da Biblioteca Virtual Eropeana, recentemente lançada.

O projeto da BDM foi sugerido pelo bibliotecário James H. Billington em 2005 sob a justificativa de “reunir pessoas através da celebração da singularidade e profundidade de culturas diferentes em um único esforço global”. A Unesco acatou a sugestão e fez a BDM com objetivos de promover um entendimento internacional, ampliar o volume e a variedade do conteúdo cultural na internet e fornecer recursos aos usuários, de forma a minimizar as diferenças digitais entre países por meio da capacitação.

Referências:

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=2&id_noticia=282379

http://www.brasilia.unesco.org/noticias/releases/unesco-e-parceiros-lancam-biblioteca-digital-mundial

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u553154.shtml

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375717

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 22/04/2009

10 perguntas e respostas que justificam o Acesso Livre

3ª parte

3) Publicações disponíveis em Acesso Livre são de baixa qualidade, pois não passam pela revisão dos pares.

Essa afirmação é uma falácia. O Acesso Livre usa duas estratégias para sua implantação: A Via Verde e a Via Dourada, ambas com critérios de avaliação e qualidades especificados.

A Via Verde pode ser representada pelos repositórios institucionais (assunto que é tratado no projeto de Lei 1120/2007), onde são depositadas teses, dissertações e monografias, frutos de pesquisas acadêmicas, de acordo com a política institucional. Mas como dizer que teses e dissertações são avaliadas por pares, com critérios de qualidade? Simples, esse tipo de material é avaliado por uma banca examinadora composta por mestres e doutores, com notório conhecimento na área pesquisada, fato que assegura a qualidade do documento depositado tais repositórios.

Por outro lado a Via Dourada é representada pelos periódicos em Acesso Livre. É prática comum os artigos serem publicados primeiro nos periódicos tradicionais (onde passam pelo crivo dos pares) e depois serem disponibilizados em Acesso Livre. Em média esse processo demora uns seis meses, variando de acordo com a vontade dos editores, no entanto, muitos deles já permitem a divulgação simultânea. Outra situação comum é a exigência de avaliação parealista como critério para publicação de periódicos eletrônicos, a exemplo do que ocorre com as revistas que utilizam o SEER (Serviço de Editoração Eletrônica de Revistas).

Sendo assim, não podemos dizer que um documento tenha baixa qualidade apenas por estar disponibilizado em Acesso Livre, já que tanto a via verde quanto a dourada possuem critérios bem definidos de avaliação da qualidade.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 16/04/2009

10 perguntas e respostas que justificam o Acesso Livre

2ª Parte

2) O Acesso Livro se justifica pelo fato de as editoras de revistas recebem gratuitamente dos autores os direitos de copyright de seus trabalhos e pesquisas para depois comercializam essas publicações auferindo lucros exorbitantes.

Gustavo Henn defende no Blog ExtraLibris que “…as principais revistas nacionais de CI são ligadas e dependentes de universidades públicas – tirando a DGZ. Mas em áreas de ponta, há empresas editoras que gastam fortunas para publicar autores e pesquisas interessantes – de verdade – e fazê-las circular mundo afora e país adentro. Com impacto sem igual.”

Com base nessas argumentações, expomos duas considerações:

1° As publicações científicas dependentes de universidades e instituições públicas, deverão, pelo que está previsto no projeto de lei 1120/2007, ser disponibilizadas em Acesso Livre, uma vez que foram produzidas com financiamento público.

2° O fato de grandes editoras gastarem muito dinheiro para publicar pesquisas de qualidade e fazê-las circular pelo mundo, passa a ser desnecessário. Já que os artigos em Acesso Livre têm maior visibilidade e incremento no número de citações, conforme notícia, já publicada neste blog.

Dessa forma, não se justifica gastar “fortunas” para divulgar um bom artigo, que será mais conhecido e citado se estiver em Acesso Livre. Temos, ainda, que mencionar os benefícios para o usuário, que não tem o ônus de manter assinaturas (as revistas tradicionaos são pagas e caras) já que o no Acesso Livre não há custos de assinatura nem de manutenção para o usuário.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 15/04/2009

Semana do Acesso Livre

open-access-week1 Em 14 de outubro do ano passado, aconteceu o primeiro Dia do Acesso Livre, que contou com a participação de 120 universidades e de 27 países. Devido ao sucesso do ano passado, a data este ano será estendida, não vamos comemorar apenas o Dia do Acesso Livre, mas a Semana do Acesso Livre – Open Access Week.

O evento acontecerá entre os dias 19 e 23 de outubro, esse novo evento será uma oportunidade para divulgação de pesquisas, troca de idéias e experiências sobre o assunto, além de ser um espaço propício para discussão de políticas públicas e os novos rumos do movimento de Open Access.

O Brasil também vai participar, o Instituto Brasileiro de informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) já está planejando ações para a comemoração da primeira Open Access Week.

Continuem acompanhando a construção desse evento nesse Blog e nos sítios abaixo:

http://www.arl.org/sparc/media/09-0305.shtml

http://www.openaccessweek.org/

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 07/04/2009

10 Perguntas e Respostas que justificam o Acesso Livre

Pesquisando na internet em alguns blogs, pude perceber que algumas pessoas criticam o acesso livre mais por desconhecimento e medo da mudança que propriamente por razões fundamentadas.

Vou apresentar aqui algumas dessas críticas mostrando respostas de porque o acesso livre é um movimento que beneficia o Brasil e o pesquisador brasileiro.

Debater é importante para o crescimento, opiniões contrárias, geram a discussão que leva ao aperfeiçoamento e a melhoria.

1) O acesso livre prejudica o inventor/pesquisador que descobre algo que pode ser patenteado e gerar lucro.

Para começar precisamos ter claro em nossas mentes o que é uma patente. Esta é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou novo produto, concedida pelo Estado ao inventor/autor por um determinado período de tempo para proteger esse invento contra cópias não autorizadas.

http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/patente/pasta_oquee

Considerando a definição de patentes e sua função, o Projeto de Lei – PL 1120/2007 esclarece em seu artigo 1° §§ 4 e 5, que os objetos passíveis de serem patenteados estão desobrigados de depositar o teor integral de suas pesquisa, mas ressalva que os meta dados devem ser depositados com o compromisso de disponibilizar o conteúdo total da pesquisa após o fim do prazo de vigência da patente.

Sendo assim, entendemos que o Acesso Livre não prejudica o inventor, nem infringe a lei de patentes, pois respeita o prazo de viGência das partes para depois divulgar a pesquisa.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 02/04/2009

Mais uma iniciativa em Acesso Livre

No dia 30 de março, o Ibict disponibilizou em seu sítio a coleção completa da Revista Ciência da Informação. Esta foi a primeira publicação periódica nesta área do conhecimento a ser produzida no Brasil. São 89 volumes publicados ininterruptamente desde 1972 até o ano de 2008.

Além disso, o repositório digital (Open Journal Systems – OJS/ Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas – SEER), que abriga essa coleção, é compatível com os padrões de interoperabilidade de dados adotados internacionalmente pelo movimento Open Access. As revistas antigas, publicadas em suporte papel, antes de serem disponibilizadas eletronicamente, passaram por um processo de higienezação eletrônica bem como sua digitalização e posterior revisão para recuperação do material; ortografia e textos foram preservados, conforme os originais.

Não se pode esquecer de registrar e agradecer o esforço e a dedicação pessoal de cada membro da equipe coordenada pela editora executiva da Revista Ciência da Informação Regina Coeli Fernandes, 1ª fase: Ubirajara Vicente da Silva e Valéria da Silva Vieira, 2ª fase: Davilene Ramos Chaves; Ieda Maria de Jesus Reis da Silva; Denis Novaes Lopes; Carolina Miranda Fonteles e Ramóm Martins Sodoma da Fonseca e Carlos Roberto Meinert responsáveis pela manutenção e suporte do sistema.

Graças ao árduo trabalho da equipe da Coordenação e ao movimento do Open Acess, qualquer pessoa que acesse um computador conectado à internet poderá consultar a coleção completa da Revista Ciência da Informação, desde a sua primeira edição. Dentre muitos aspectos positivos que se poderia ressaltar com esta iniciativa em particular, menciona-se apenas que ela é uma expressão clara da importância do Acesso Livre; não só por incentivar a acessibilidade informacional, mas também por auxiliar a preservação da memória institucional.

Vale a pena conferir!

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 18/03/2009

Acesso Livre e UNL

unl6Podemos dizer que Acesso livre e UNL (Universal Network Language) são iniciativas complementares, apesar de serem iniciativas distintas, elas se aproximam pela finalidade que é a diminuição de barreiras para a comunicação científica. Para um melhor entendimento do papel
de ambas as ferramentas apresentaremos breves características.

O Acesso Livre – open acess – é um movimento mundial que prega a disponibilização da informação científica livremente na internet através de repositórios eletrônicos. No Brasil, usamos duas traduções para o termo em inglês: Acesso Aberto que é a tradução literal, e Acesso Livre que a tradução conceitual do termo. A segunda é mais utilizada, pois ao dizermos que o acesso é livre, queremos dizer que além de ele ser aberto (sem restrições de uso), ele também é livre de custos para o usuário. Hélio Kuramoto em seu blog justifica essa tradução citando Peter Suber: “…acesso livre significa que é digital, que é acesso em linha, que o acesso é gratuito e livre da maior parte das restrições relativas a direitos autorais e licenciamento…” Disponibilizar o conhecimento científico em Acesso Livre ajuda no desenvolvimento de toda ciência, garante mais visibilidade à pesquisa e reconhecimento ao autor.

Por sua vez, a UNL é uma linguagem artificial projetada para permitir a representação do conhecimento de forma digital. Ela foi desenvolvida em 1996 no Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas em Tóquio, no Japão; instituto esse dirigido por um brasileiro, o professor PHD Tarcísio Della Senta.

A UNL tem como objetivos: o combate à exclusão digital e à diminuição da desigualdade entre as pessoas e povos. Ela permite a inclusão social, porque facilita o acesso à informação quebrando as barreiras de idioma. Diferentemente de um tradutor on-line, que traduz palavra por palavra, a UNL é capaz de interpretar conceitos tornando o acesso ao conhecimento científico legível para o usuário através de um processo onde os conceitos são transformados em códigos digitais e automaticamente reconhecidos pelo sistema que consegue representar o conteúdo semântico dos textos em qualquer língua natural. Na prática, a versão original do documento passa por traduções em múltiplos idiomas simultaneamente, eliminando ambigüidades, o que permite a comunicação multilíngüe.

A aproximação entre Acesso Livre e UNL acontece pela complementação de suas funções. Ter acesso ao conhecimento produzido mundialmente é um grande avanço para as ciências e povos, mas adquirir informações científicas em um idioma legível pelos usuários torna o processo de comunicação mais eficaz, diminuindo as restrições de acesso devido à língua em que o documento foi escrito. Nas palavras de Della Senta:

“A gente tem que falar inglês para ter acesso à ciência de ponta. Mas ciência de ponta pode estar Rússia! Para o espaço, a ciência de ponta está na Rússia. Quem é que tem acesso? A China tem uma série de desenvolvimentos que são muito interessantes. Para os japoneses, qual é o acsseo? A não ser que tudo venha pelo inglês…” INTERNET. (DELLA SENTA, 2004)

O Acesso Livre e a UNL são iniciativas pioneiros na planificação do acesso à informação científica, mas ainda há muito que fazer. Atualmente existem barreiras culturais, econômicas e de comunicação, contudo o número crescente de repositórios e de adeptos mostra-nos que estas são ações vieram para se solidificar.



Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 11/03/2009

Biblioteca Multimídia Online da Europa – Europeana

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No dia 10 de janeiro deste ano foi inaugurada a Biblioteca Multimídia Online da Europa – Europeana. Em seu acervo constam: livros, mapas,

gravações, fotografias, pinturas e filmes,somando 2 milhões de obras provenientes dos acervos de Bibliotecas Nacionais, de centros culturais e de museus dos 27 Estados-membros da União Européia (UE). O

Museu do Louvre, Paris, por exemplo, forneceu digitalizações de telas e objetos de sua coleção.

A Biblioteca Europeana tem como meta, atingir 10 milhões de obras até 2010.

A Europeana está disponível em todos os idiomas falados nos

Países-membros da UE.

Vale à pena conhecer mais essa forma de Acesso Livre!

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 05/03/2009

Reabertura do Edital

No dia 20/03/09 foi republicado no DOU o edital para licitação dos equipamentos para contrução dos repositórios institucionais na instituições públicas de ensino e pesquisa. As principais modificações estão na extensão do prazo para submissão das propostas, que foi prorrogado em 60 dia (até 01/05/09), e melhor definição do conceito de instituiçõ de ensino, visando eliminação de dúvidas.

O Ibict nos próximos dias publicará um modelo de políticas institucionais, para auxiliar as universidades e unidades de pesquisa na contrução de suas própria políticas.

Mais detalhes na página do Ibict.

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 02/03/2009

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